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Doação de órgãos de menina inspira criação de lei em Araçatuba: ´Fizemos a coisa certa´, diz mãe

Doação de órgãos de menina inspira criação de lei em Araçatuba: ´Fizemos a coisa certa´, diz mãe
28.09.2026     Fonte: G1

Uma escolha em meio a um momento de dor e luto profundo após a perda de uma filha deu uma nova vida a três crianças e inspirou a criação de uma lei de incentivo à doação de órgãos em Araçatuba (SP).

Aline Machado Celoni e o marido, João Paulo de Oliveira Celoni, decidiram doar os órgãos da filha Laís Machado Celoni, com 3 anos à época, após a confirmação da morte encefálica em junho de 2025. No domingo (27), Dia Nacional de Doação de Órgãos, a história serve de inspiração para outras famílias.

Em entrevista ao g1, Aline contou que sua filha estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da Santa Casa de Araçatuba com um quadro de hemorragia cerebral. O coração e os rins, captados após a autorização dos pais, foram destinados a transplantes.

A história comoveu não apenas amigos e pessoas próximas, mas também as autoridades locais, e inspirou uma legislação de incentivo à doação de órgãos no município.

Assim como ocorre no Brasil, o texto institui o dia 27 de setembro como marco anual de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Por coincidência, a data da homenagem é a mesma que a do aniversário de Laís.

“O dia em si já é muito significativo para nossa família. Agora, será um dia para que as pessoas conversem e reflitam sobre o assunto e também falem da Laís. E tudo isso no dia em que ela já era homenageada em vida”, relata em entrevista ao g1.

Árvore da vida

A cerimônia que instituiu a criação da lei foi realizada no Salão Azul do Paço Municipal de Araçatuba, na quinta-feira (24), com a presença de autoridades, profissionais da saúde, pessoas ligadas à doação e aos transplantes, além de familiares e amigos dos pais de Laís.

Durante a solenidade, ocorreu uma dinâmica em que os participantes escreveram palavras em folhas artificiais e as penduraram na “Árvore da Vida”, em referência às vidas que podem continuar por meio da doação e à reflexão sobre o que os presentes gostariam de deixar como legado.

“Essa lei que leva o nome da Laís não somente traz um acolhimento para nós, que carregamos o nosso luto, mas leva informação, conscientização e especialmente fala do amor que pode dar a oportunidade para que a vida de alguém continue. O sentimento é de gratidão e de paz porque sabemos que fizemos a coisa certa”, finaliza a mãe.