
As duas únicas mortes por chikungunya registradas no estado de São Paulo em 2026 ocorreram em Araçatuba (SP), segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. A cidade enfrenta um avanço da doença, mesmo com a chegada do período mais frio do ano, e já contabiliza 559 casos confirmados entre os meses de janeiro e maio.
Os números colocam Araçatuba no centro do alerta epidemiológico para a chikungunya no estado. A cidade também lidera em número de casos da doença no noroeste paulista.
A aposentada Almerinda Rodrigues Oliveira esteve entre os moradores infectados. Ela contou, em entrevista à TV TEM, que, apesar dos cuidados adotados em casa para evitar criadouros do mosquito, acabou contraindo a doença, assim como a filha.
Entre os sintomas, Almerinda destaca as dores pelo corpo, coceira, fraqueza e manchas na pele. “Sinto uma fraqueza, eu faço força para levantar e, assim mesmo, parece que as pernas não ajudam”, comenta Almerinda.
De acordo com a prefeitura, o cenário pode estar relacionado à intensa circulação do mosquito aedes aegypti observada no ano passado, quando o município enfrentou a maior epidemia de dengue dos últimos dez anos.
Ações de orientação
Diante do avanço da doença, equipes de controle de endemias mantêm ações de orientação e combate aos criadouros.
No entanto, a Secretaria de Saúde alerta que a colaboração da população é fundamental para interromper a transmissão, eliminando recipientes que possam acumular água e permitindo o acesso dos agentes aos imóveis durante as vistorias.
Nos últimos meses, mais de 3 mil residências tiveram a entrada dos agentes recusada pelos moradores, o que dificulta a identificação e eliminação de focos do mosquito transmissor, aponta a secretaria.