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Crosta verde cobre afluente do Tietê no noroeste paulista e afasta pescadores e turistas

Crosta verde cobre afluente do Tietê no noroeste paulista e afasta pescadores e turistas
25.05.2026     Fonte: G1

O Ribeirão São Jerônimo, afluente do Rio Tietê, no município de Zacarias (SP), no noroeste paulista, está coberto por espessa camada de algas e matéria orgânica verde. A situação que preocupa moradores e pescadores se repete há vários dias, conforme verificado pela TV TEM. O problema afeta a pesca, o turismo e o uso da água na região.

A crosta verde ocupa boa parte da superfície do ribeirão e, em alguns pontos, encobre completamente a água. O material é bastante denso e tem aspecto semelhante ao de um lodo, misturando tons de verde e azul. Objetos que caem sobre a massa não afundam.

Segundo moradores, o problema, observado desde janeiro, se agravou nos últimos meses. O funcionário público Mauro Gava conta que precisou deixar o rancho da família por causa do odor e da aparência da água.

“Minha esposa, minha mãe de 92 anos, minha cunhada, nós viemos embora porque está insuportável. Tanto o odor quanto a cor da água. Parece uma lama verde, um barro. Não dá para pescar”, afirma, à TV TEM.

Crosta nas margens lembra algas

O autônomo Valdecir Giusti, que tem um rancho às margens do ribeirão, relata que o fenômeno começou com pequenos pontos verdes espalhados pela água e aumentou gradativamente.

“A gente saía para pescar de barco. No passar dos anos, ia aumentando os pontos verdes na água. Quando chegava a época da seca, ia aumentando. Até chegar a este ponto”, diz, à TV TEM.

 

Segundo ele, a crosta verde se acumula nas margens e lembra algas. Para tentar amenizar o problema, o morador retira parte do material manualmente.

Além do mau cheiro e da água imprópria para banho, moradores relatam prejuízos à pesca. O pescador Silécio José Francisco afirma que a quantidade de peixes diminuiu nos últimos anos.

“Há três anos, era uma loucura o que a gente pegava de peixe. Agora não dá. Com essa água verde, tá muito ruim de pegar peixe. É triste ver a água assim. É uma água com a qual a gente já fez até comida”, conta, à TV TEM.