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Síndica é indiciada após confessar que falsificou assinaturas de moradores de condomínio em assembleia no interior de SP

Síndica é indiciada após confessar que falsificou assinaturas de moradores de condomínio em assembleia no interior de SP
24.02.2026     Fonte: G1

A síndica de um condomínio em Araçatuba (SP) foi indiciada pela Polícia Civil após confessar que falsificou assinaturas de moradores durante assembleia que determinou a instalação do sistema de energia fotovoltaica no local.

O g1 teve acesso ao inquérito que foi assinado pelo delegado Pedro Paulo Negri e concluído na sexta-feira (20). A defesa dela foi procurada, mas não retornou até a última atualização da reportagem.

Conforme consta no documento, além da confissão da síndica, os laudos periciais confirmaram a autoria das falsificações.

“Tendo em vista que, conforme fartamente demonstrado, na qualidade de síndica do condomínio, inseriu declarações falsas em documento particular (ata de assembleia condominial e lista de presença), fazendo constar a participação e o voto dos condôminos que não compareceram ao ato nem manifestaram tal vontade, com o fim de criar obrigação (contratação de empresa e financiamento) e prejudicar direito dos condôminos, alterando a verdade sobre fato juridicamente relevante (a aprovação de investimento de R$ 209.000,00 em nome do condomínio)”, escreveu o delegado.

No inquérito, o delegado menciona o nome de pelo menos dois condôminos que não participaram da assembleia, mas tiveram suas assinaturas falsificadas na ata. A mulher foi indiciada pelo crime de falsidade ideológica. Agora, o documento será enviado ao Ministério Público (MP), que vai analisar se a síndica será denunciada à Justiça.

Confissão

Em depoimento à polícia, em 27 de janeiro de 2026, a síndica esclareceu que os moradores que tiveram suas assinaturas falsificadas não tinham conhecimento do fato e não participaram da assembleia.

“A declarante admite que não havia controle efetivo da votação, reconhecendo que o procedimento não foi realizado de forma adequada e que falhas podem ter ocorrido. Confirma que assinou a lista de presença com procuração para algumas pessoas que só consegue recordar-se vendo a lista, mas também assinou sem procuração, apenas com autorização”, consta no inquérito.

Durante a investigação, a síndica havia dito à polícia que 50% das assinaturas foram falsificadas por ela, o que representaria ao menos 416 moradores. Entretanto, com a conclusão do inquérito, não houve confirmação desse número de vítimas.

Ainda segundo a mulher, o projeto para implantação do sistema de energia fotovoltaica teria um investimento de R$ 209 mil para o condomínio.

O residencial, que é composto por 26 blocos e 832 apartamentos, fica no bairro Umuarama. O inquérito policial foi instaurado em 16 de dezembro de 2025 após moradores procurarem a polícia para denunciar o caso.