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MP denuncia familiares acusados de matar auxiliar de limpeza que desapareceu após ir à UPA

MP denuncia familiares acusados de matar auxiliar de limpeza que desapareceu após ir à UPA
19.12.2025     Fonte: G1

O Ministério Público denunciou, na quinta-feira (18), os familiares acusados de matar uma auxiliar de limpeza de 49 anos em Andradina (SP). Ela desapareceu no dia 23 de setembro, após passar pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dores no braço.

O corpo de Luciana Brites Leite foi encontrado quase um mês depois, no dia 22 de outubro, na área rural da cidade. A cunhada de Luciana, Tatiane Barreto Gobbi, e o genro de Tatiane, Elias Júnior Almeida, foram presos pelo crime. O g1 tenta contato com a defesa dos dois.

Tatiane foi indiciada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) por homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, seguido de ocultação de cadáver e fraude processual. Elias foi indiciado por fraude processual e ocultação de cadáver.

O MP acompanhou o indiciamento e denunciou os suspeitos pelos crimes. Conforme a denúncia, Tatiane é casada com o irmão de Luciana e é sogra de Elias. A mulher controlava financeiramente a família e abriu empresas de fachada no nome de Luciana.

A investigação da DIG apontou que Luciana foi trabalhar normalmente no dia do crime. Tatiane a deixou na UPA, uma vez que reclamou das dores no braço. Luciana permaneceu cerca de 1h30 na unidade e, depois, a cunhada a buscou.

No carro, Tatiane forneceu a Luciana um medicamento psicotrópico, que que a deixou dopada. A acusada circulou com ela de carro pela cidade até que o sedativo fizesse efeito e ela encontrasse um lugar para o assassinato, em frente a uma usina.

Próximo a uma área de mata, Tatiane atingiu o rosto e a cabeça de Luciana com um objeto não identificado. A vítima teve traumatismo craniano, com fraturas, o que causou a morte.

Utilizando o celular de Luciana, a investigação apontou que Tatiane enviou uma mensagem do celular da vítima para si mesma, informando que iria com a amiga até uma loja de roupas, de modo a demonstrar que não estava com a vítima. Veja acima.

A mensagem causou estranheza aos familiares, uma vez que a vítima costumava mandar áudios e não mensagens de texto. A motivação do crime, conforme a polícia, era ocultar as movimentações bancárias suspeitas.

Elias, por sua vez, ajudou Tatiane a ocultar o corpo, após o pedido da sogra, com troncos de árvores. O acusado também criou uma narrativa falsa para desviar o rumo das investigações e confundir os familiares. Por decisão judicial, os dois denunciados permanecem presos preventivamente.